Mein Name ist Gabriela Laval, geborene Fernandes de Souza, ich bin 30 Jahre alt und befinde mich seit dem 13.10.2025 im Trennungsjahr.
Es gibt so viel zu erzählen, aber ich weiß nicht genau, wo ich anfangen soll. Ich weiß nur eines: Mir geht es seit gestern gut, denn seit gestern spüre ich keine Angst mehr und nicht mehr das Gefühl, minderwertig oder nicht genug zu sein.
Meine Panikattacken haben sich vermindert und meine PMS-Symptome sind ebenfalls schwächer geworden.
(Übrigens war PMS laut meinem Ehemann immer der Grund dafür, dass er mich in den letzten drei Jahren ungeduldig und respektlos behandelt hat.)

Ich habe zwei wunderschöne, gesunde und aufgeweckte Kinder.
Meine Tochter ist 10 Jahre alt, sie geht in die 5. Klasse und besucht das Gymnasium in unserem Stadtteil. Sie möchte Chirurgin werden.

Mein kleiner Sohn wird in wenigen Tagen 3 Jahre alt. Seine Träume für das spätere Berufsleben kenne ich noch nicht, aber er ist ein großer Fan von Feuerwehrmännern und Polizisten – für mich bedeutet das, dass er ein starkes Gerechtigkeitsgefühl hat.

Gestern haben wir zusammen mit einer Babypuppe seiner großen Schwester gespielt. Er hat alles nachgespielt, was er zu Hause erlebt:
Er hat das Püppchen auf den Kopf geküsst und fest umarmt. Danach wollte er die Windel wechseln und ihr sein Lieblingskakao als Fläschchen geben. Das hat mein Mamaherz sehr berührt – ich habe sofort gedacht, dass er bestimmt einmal ein liebevoller Vater wird, wenn er das später möchte. 

Seit gestern hat sich etwas in mir verändert.
Der Schmerz ist noch da, aber er lähmt mich nicht mehr.
Zum ersten Mal seit langer Zeit spüre ich Leichtigkeit, spüre Glauben – und spüre Stolz auf die Frau, die ich gerade werde.

Versão Português

Meu nome é Gabriela Laval, nascida Fernandes de Souza, tenho 30 anos e, desde o dia 13 de outubro de 2025, estou vivendo o meu ano de separação.
Há tanto para contar… mas, sinceramente, eu ainda não sei exatamente por onde começar.

O que eu sei — e isso me enche de esperança — é que desde ontem eu estou bem.
Desde ontem, não sinto mais medo, nem aquele peso de me achar menor, insuficiente ou incapaz.
Minhas crises de pânico diminuíram e até os sintomas da TPM ficaram mais leves.
(A propósito, a TPM sempre foi — pelo menos na visão do meu ex-marido — o motivo para ele me tratar com impaciência e falta de respeito nos últimos três anos.)

Tenho dois filhos lindos, saudáveis e cheios de vida.
Minha filha tem 10 anos, está no 5º ano e estuda em um colégio aqui do bairro. Ela sonha em ser cirurgiã.
Meu caçula vai fazer 3 aninhos em poucos dias.
Ainda não sei quais serão seus sonhos quando crescer, mas ele é um fã declarado de bombeiros e policiais — e, para mim, isso revela um lindo sentido de justiça que já mora dentro dele.

Ontem, nós brincamos juntos com uma boneca da irmã mais velha.
Ele reproduziu tudo o que vive em casa: deu beijinhos na cabeça da boneca, abraçou com tanto carinho, depois quis trocar a fraldinha e dar mamadeira com o seu achocolatado favorito.
Aquilo tocou profundamente o meu coração de mãe.
Naquele instante, pensei: ele certamente vai ser um pai incrível — se for esse o desejo dele no futuro. 

Desde ontem, algo mudou dentro de mim.
A dor ainda existe, mas ela já não me paralisa.
Pela primeira vez em muito tempo, sinto leveza, sinto fé e sinto orgulho da mulher que estou me tornando.

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